Domingo, 29 de Junho de 2008

Fase Treré

Independentemente de todas as alucinações que possam ter ocorrido numa certa e determinada Festa de S.Pedro, que englobaram o descobrimento de certos gostos muito [atreveria-me a dizer demasiado] pessoais, o devoramento de iguarias a 2 euros cada e o antagonismo entre o fugir e o atrair pessoas conhecidas, nada pode ser mais importante que tomar-se conhecimento de um novo estadio de vida.

A Fase Treré é uma fase da evolução humana que implica um maior contacto social com os demais que nos olham de forma inquiridora, enquanto nos abandonamos ao tranquilo tratamento capilar que provém de falanges e falangetas desconhecidas.

É um ponto de viragem em que nos transformamos noutro ser, mais aperaltado e com todas as capacidades para vingar no mundo laboral, já que possuimos um apetrecho que nos concede capacidades de entabulação de conversa fenomenais, tendo apenas o inconveniente de não poder ser manuseado ao pé de uma tijela de sopa, correndo o risco de mergulhar nela tal qual endoscopia à hora de almoço.

Provavelmente é o período de tempo em que a definição de nós mesmos enquanto pessoas se torna mais forte, mais fulcral, mais fundamentalmente fascinante, tendo-se ai toda uma elucidação de qual o objectivo da nossa existência pontuada por veios de lascividade intelecto-fisico-socio-monetária.

Infelizmente, a minha divagação psico-socio-cultural [ou tentativa fracassada de me igualar ao Freud enquanto criador de teorias estapafurdias] findou quando descobri que a Fase Treré não era mais que um bocado de cartão, escrito pela mão hábil duma senhora oriunda de um País Africano, supostamente de, Lingua Oficial Portuguesa, que aparentava possuir alguns erros gramaticais!

A mensagem a ler deveria ser Faz-se Tereré!

Enfim, tivesse eu mais dinheiro no bolso e tinha aproveitado o momento de reflexão profunda para fazer um e entrar assim na Fase!

sinto-me: Pensativo
música: O som da televisão
publicado por Estagiário Farmacêutico às 17:44
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Sábado, 28 de Junho de 2008

Alimentação Felina

Ainda estou para tentar perceber, qual foi a causa que espoletou, ontem à hora do almoço, a metamorfose de uma conversa tão simples e singela, num autentico sketch de parodia que me fez lacrimejar de tanto rir, fazendo quase saltar a lente de contacto do meu globo ocular!

Talvez tenha sido a belíssima aula de duvidas de toxicologia, onde pelo facto de ter chegado alguns minutos atrasado tive de me sentar no chão juntamente com outros parceiros de luta, como se estivesse a fazer tempo para comprar um bilhete para a Madonna ou qualquer outro mega hit da música pop actual [menos a Amy Winehouse que nessa não caio eu!]. Para tal apenas faltava a viola e o cheiro a suor, a maravilhosa tenda pipoca [conceito só interpretavel por uns que se for conveniente talvez explicarei num post futuro] e um par de jornalistas de um canal sensacionalista recolhendo comentários de uma profundidade colossal como por exemplo "Para não perder o lugar na fila tenha urinado neste copinho de iogurte nos últimos três dias"!

Mas se calhar foi o almoço, solha para uns, que a confundem com bifinhos bem tostadinhos, lasanha que não era lasanha para outros; ambos acompanhados por sopas de índole bastante duvidosa!

Quem sabe foi o calor que se fazia sentir, que levou a um rearranjo do complexo neuronal, por si só já instável devido a toda a pressão a que foi submetido nos últimos anos.

No entanto, o facto de se viajar na linha de comboio de Sintra, talvez seja a variável que mais peso tenha na transformação da dita conversa singela num acontecimento hilariante [pelo menos para os intervenientes, porque nem todos podem tem a mesma sensibilidade humoristica], visto que na linha de Sintra acontecem alguns fenómenos paranormais merecedores de figurarem num qualquer jornal de relevo da nossa praça|

Explicando finalmente o teor da conversa, decorrida na estação da Amadora enquanto se esperava a chegada do comboio para Sintra, a caríssima Vera discursava sobre o facto de querer ficar solteira para o resto da vida [pelo menos não melodramatizava pelo facto de ninguem a querer o que seria totalmente falacioso]. Vai daí chega à conclusão que iria ficar a tia Vera e eu a poderia acompanhar sendo o tio João! Claro que como ela me conhece bastante bem saberá que ninguem no seu perfeito juizo me irá aturar por isso fui logo remetido para a categoria de tio que a solidariedade de estado civil nunca fez mal a ninguem! Obviamente que me indignei, fingidamente, e disse que se ela ansiava tanto se tornar tia, que então a Catarina [uma amiga em comum] deixaria era os filhos com ela [quando os tivesse claro] em vez de ficarem comigo [como uma vez combinado entre mim e a Catarina, que tambem me conhece bastante bem para saber que ninguem me aguenta numa vida conjunta mais que três semanas] enquanto ia para a party! Como ninguem dá ponto sem nó, a Vera disse logo que não haveria problema, que me convidava para o chá das 5 e tomávamos juntos conta dos catraios, enquanto a Catarina ia para a party! Nessa altura, porém, ficou apreensiva sobre o facto de também ela querer ir para a party, tendo eu lhe sossegado o espiríto festeiro aflito, dizendo-lhe que se a Catarina ia para a party num dos dias, nós iamos nos outros todos! [note-se que temos em boa conta os futuros dotes de mamã da Catarina, visto que presumimos que ela só irá para a party uma vez por quinzena, e não todos os dias da semana deixando a prole nas nossas mãos para ser educada!]

Como a conversa não poderia ficar por ali, a Vera começou a ver se lhe agradava a sonoridade do Tio João e da Tia Vera, concluindo que preferia muito mais Ti João e Ti Vera. Pelo facto de eu não compactuar com exemplos explicitos de "ser pacóvio" disse-lhe que nem pensar, a não ser que ela quisesse construir uma casinha num terreno, plantar umas couvinhas e oferecer aos catraios da Catarina uns daqueles biscoitos de aveia, duros como tudo, que são usados em substituição de um qualquer martelo!

Foi ai que a Vera, totalmente fascinada pela lembrança da existencia de tais biscoitos, disse a fantástica frase, que nem os gatos os comiam!

Pensei eu que ela tinho proferido aquilo como se de um provérbio se tratasse, mas ao que parece, tinha uma história real associada.

Aparentemente, na sua mocidade, a Vera ia visitar os seus tios [verdadeiros, não amigos solteiros dos pais intitulados à força de tal] que aparentemente lhe davam daqueles biscoitinhos de aveia.

Como a pobre da Vera não os queria [indago o quão gostavam dela os tios, para lhe darem tamanha iguaria] os tios davam os biscoitos ao gato!

O primeiro ainda ia no engano, mas o segundo, ó que se faz tarde, nem era sequer lambido!

Faz lembrar o anúncio que passava na televisão, bla bla bla bla Whiskas Saketas bla bla bla, mas numa versão diferente:

Bla bla bla bla Biscoitos de Aveia......PORRA!

sinto-me: Nos eixos
música: Tatu
publicado por Estagiário Farmacêutico às 06:50
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Patologia não apelidada!

Ontem descobri, ou melhor confirmei de uma vez por todas, que padeço de uma patologia que ainda não figura em nenhum livro de medicina, pelo menos livro de medicina que se possa encontrar por aí numa prateleira de uma faculdade lusitana [não que eu seja de todo especialista em saber que livros de medicina existem por aí mas fica bem para esta minha divagação pensativa!]

Ontem era dia de exame de Tecnologia III, e a minha pessoa, em vez de ter posto os pés a caminho do exame, tapou a cabeça com os lençóis e recusou-se a sair de casa, ou seja, simplificando o discurso literário, acobardei-me!

Obviamente que todos conhecem a patologia chamada cobardia, mas o meu caso desenvolve-se para meandos mais obscuros!

Será generalizado o facto de uma pessoa estudar, ler toda a matéria, estar confiante, mas no momento em que na véspera vai fazer exames concluir que não se lembra de nada, que não faz a mínima ideia o que são certos e determinados temas e que devia ter direccionado o estudo todo noutra direcção? Será uma epidemia o pânico que se sente, o medo abismal que nos inunda por dentro, a tendência de desejar dormir até que seja hora de almoço deixando que o exame das 10 horas não seja mais que uma simples recordação perdida por entre uma bruma qualquer que no instante deu jeito que aparecesse?

O interessante é que todos os exames que são às 14 horas contam com a minha presença, porque por mais tentativas de fugir à realidade que se façam, o sono não estica tanto!

Acho que para curar esta patologia, o Ministério da Educação deveria proibir os exames antes da hora de almoço!

sinto-me: Organizado
música: Sia
publicado por Estagiário Farmacêutico às 09:49
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Domingo, 22 de Junho de 2008

Convites recusados!

Ontem fui convidado para ir à praia!

Uma vozinha dentro de mim gritou de excitação, ir para a praia, deitar-me na areia, tomar uma bela banhoca, apanhar um solzinho para tirar este ar pálido que tenho já não sei à quanto tempo! A vozinho dentro de mim rejubilava de alegria, algo me diz que até um número incontável de confettis estavam a ser arremessados em forma de celebração!

Porém, nesse preciso instante, uma vozona vinda não sei de onde, porque nunca percebi realmente em que lugar anatómico preciso se encontrava a consciência, disse que não senhor, tinha que ficar a estudar para os exames, tinha de estudar arduamente e praia só depois dos exames [ou seja daqui a ano e meio e com sorte!].

A vozinha dentro de mim ainda tentou argumentar, mas presumo que nunca tenha pertencido ao clube de debate da escola dela, por isso meio minuto depois já estava totalmente abafada, transtornada e a pensar seriamente em auto medicar-se com inibidores da recaptação da serotonina.

Fiquei em casa, mas a vozona deve ter adormecido, ou simplesmente fez-me recusar o convite de socialização entre grãos de areia e cheiro a algas só para me torturar, porque passei o dia todo a dormir em todos os cantos imagináveis da casa, a ver televisão, a vegetar e a descobrir as mais variadas tarefas para não abrir sequer um livro.

Concluindo, a pobre da vozinha podia ter sido satisfeita e eu também ficava mais alegremente descontraído, e mais importante que tudo, bronzeado!

Qualquer dia crio um movimento de salvação das vozinhas oprimidas!

sinto-me: Pouco Brilhante
música: Grease
publicado por Estagiário Farmacêutico às 14:16
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Saúde ou Doença?

Hoje fiz o exame de saúde pública!

Sentei-me timidamente nos cadeirões almofadados do anfiteatro, demasiado confortáveis para albergarem o stress sempre associado a qualquer exame, e mordisquei pela trigésima sétima vez no espaço de um minuto a extremidade da caneta, desejando que por algum milagre divino a matéria que eu dominava saísse.

Logo que me foi permitido, abri o exame e procurei logo as perguntas de desenvolvimento, não me fosse o conhecimento tão mal consolidado evaporar-se antes de o poder colocar pomposamente no verso em branco do enunciado!

A primeira pergunta questionava o caro aluno sobre qual a maneira de comparar a incidência de uma determinada doença em dois destritos do nosso país! Mordisquei novamente a extremidade da caneta, pensando que realmente era preciso ter falta de sorte para sair logo uma das matérias que eu não dominava.

A pergunta seguinte questionava o caro aluno que não tinha prestado atenção nas aulas de como se poderia determinar se havia associação entre um determinado factor e um certo efeito. Nesta altura, já existia mais caneta mordiscada do que não mordiscada, tal era o trabalho que tinha imposto aos maxilares. O cérebro esse parecia ter entrado numa espécie de triângulo das Bermudas....completamente em branco.

Relativamente aos exercicios, questionavam o estúpido do aluno que certamente estaria batídissimo no exame de segunda fase sobre que alimento tinha causado a gastroentrite dos convivas de um determinado jantar, se os ovos, se o leite, se o gelado! Enquanto batia distraidamente nas teclas da calculadora, à espera que me aparecesse no visor uma mensagem não menos do que divina, não pude deixar de por o meu pensamento científico a funcionar e conclui que se escrevesse que se a ASAE tivesse feito um controlo apertado ao jantar nada daquilo teria acontecido....mas presumo que a originalidade não seja um dos parâmetros de avaliação.

Passei às questões de escolha múltipla, o meu forte, ou pelo menos pensava eu, antes de quase engolir o que restava da caneta, tal era o nervosismo!

Não sei porque teimam em mandar o aluno identificar as afirmações verdadeiras, quando é muito mais fácil de descobrir as que são falsas. Dornikov foi responsável por muitas reformas politico sociais....pois, uma pessoa presume que sim, nunca ouviu falar do senhor mas tem confiança, certamente terá feito algo de louvável na sua vida! Até as coisas mais bem estudadas passam a ser motivo de dúvida.....a formação do Sistema Nacional de Saúde foi em 1979, ou terá sido em 1971?....ou em 1997?....ou em 1779?.....

É então que se pega naquele couto sobrevivente da caneta, e se faz a cruzinha na afirmação que mais enche o olho ao mesmo tempo que se liberta um suspiro de súplica à Santinha cujo nome se desconhece mas que a mãe possui a imagem na cómoda do quarto!

Honestamente, como alguém diria, a saúde está-me a deixar doente!

 

sinto-me: Doente de estudar!
música: Dannii Minogue
publicado por Estagiário Farmacêutico às 23:02
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