Sábado, 28 de Junho de 2008

Alimentação Felina

Ainda estou para tentar perceber, qual foi a causa que espoletou, ontem à hora do almoço, a metamorfose de uma conversa tão simples e singela, num autentico sketch de parodia que me fez lacrimejar de tanto rir, fazendo quase saltar a lente de contacto do meu globo ocular!

Talvez tenha sido a belíssima aula de duvidas de toxicologia, onde pelo facto de ter chegado alguns minutos atrasado tive de me sentar no chão juntamente com outros parceiros de luta, como se estivesse a fazer tempo para comprar um bilhete para a Madonna ou qualquer outro mega hit da música pop actual [menos a Amy Winehouse que nessa não caio eu!]. Para tal apenas faltava a viola e o cheiro a suor, a maravilhosa tenda pipoca [conceito só interpretavel por uns que se for conveniente talvez explicarei num post futuro] e um par de jornalistas de um canal sensacionalista recolhendo comentários de uma profundidade colossal como por exemplo "Para não perder o lugar na fila tenha urinado neste copinho de iogurte nos últimos três dias"!

Mas se calhar foi o almoço, solha para uns, que a confundem com bifinhos bem tostadinhos, lasanha que não era lasanha para outros; ambos acompanhados por sopas de índole bastante duvidosa!

Quem sabe foi o calor que se fazia sentir, que levou a um rearranjo do complexo neuronal, por si só já instável devido a toda a pressão a que foi submetido nos últimos anos.

No entanto, o facto de se viajar na linha de comboio de Sintra, talvez seja a variável que mais peso tenha na transformação da dita conversa singela num acontecimento hilariante [pelo menos para os intervenientes, porque nem todos podem tem a mesma sensibilidade humoristica], visto que na linha de Sintra acontecem alguns fenómenos paranormais merecedores de figurarem num qualquer jornal de relevo da nossa praça|

Explicando finalmente o teor da conversa, decorrida na estação da Amadora enquanto se esperava a chegada do comboio para Sintra, a caríssima Vera discursava sobre o facto de querer ficar solteira para o resto da vida [pelo menos não melodramatizava pelo facto de ninguem a querer o que seria totalmente falacioso]. Vai daí chega à conclusão que iria ficar a tia Vera e eu a poderia acompanhar sendo o tio João! Claro que como ela me conhece bastante bem saberá que ninguem no seu perfeito juizo me irá aturar por isso fui logo remetido para a categoria de tio que a solidariedade de estado civil nunca fez mal a ninguem! Obviamente que me indignei, fingidamente, e disse que se ela ansiava tanto se tornar tia, que então a Catarina [uma amiga em comum] deixaria era os filhos com ela [quando os tivesse claro] em vez de ficarem comigo [como uma vez combinado entre mim e a Catarina, que tambem me conhece bastante bem para saber que ninguem me aguenta numa vida conjunta mais que três semanas] enquanto ia para a party! Como ninguem dá ponto sem nó, a Vera disse logo que não haveria problema, que me convidava para o chá das 5 e tomávamos juntos conta dos catraios, enquanto a Catarina ia para a party! Nessa altura, porém, ficou apreensiva sobre o facto de também ela querer ir para a party, tendo eu lhe sossegado o espiríto festeiro aflito, dizendo-lhe que se a Catarina ia para a party num dos dias, nós iamos nos outros todos! [note-se que temos em boa conta os futuros dotes de mamã da Catarina, visto que presumimos que ela só irá para a party uma vez por quinzena, e não todos os dias da semana deixando a prole nas nossas mãos para ser educada!]

Como a conversa não poderia ficar por ali, a Vera começou a ver se lhe agradava a sonoridade do Tio João e da Tia Vera, concluindo que preferia muito mais Ti João e Ti Vera. Pelo facto de eu não compactuar com exemplos explicitos de "ser pacóvio" disse-lhe que nem pensar, a não ser que ela quisesse construir uma casinha num terreno, plantar umas couvinhas e oferecer aos catraios da Catarina uns daqueles biscoitos de aveia, duros como tudo, que são usados em substituição de um qualquer martelo!

Foi ai que a Vera, totalmente fascinada pela lembrança da existencia de tais biscoitos, disse a fantástica frase, que nem os gatos os comiam!

Pensei eu que ela tinho proferido aquilo como se de um provérbio se tratasse, mas ao que parece, tinha uma história real associada.

Aparentemente, na sua mocidade, a Vera ia visitar os seus tios [verdadeiros, não amigos solteiros dos pais intitulados à força de tal] que aparentemente lhe davam daqueles biscoitinhos de aveia.

Como a pobre da Vera não os queria [indago o quão gostavam dela os tios, para lhe darem tamanha iguaria] os tios davam os biscoitos ao gato!

O primeiro ainda ia no engano, mas o segundo, ó que se faz tarde, nem era sequer lambido!

Faz lembrar o anúncio que passava na televisão, bla bla bla bla Whiskas Saketas bla bla bla, mas numa versão diferente:

Bla bla bla bla Biscoitos de Aveia......PORRA!

sinto-me: Nos eixos
música: Tatu
publicado por Estagiário Farmacêutico às 06:50
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